quinta-feira, 15 de março de 2012

Planejamento Familiar Natural

Aqui deixo a posição da Igreja sobre o planejamento familiar cristão, tendo Deus como princípio e fim da real união homem / mulher.

Os dados foram retirados do site: (http://www.santoantoniodf.com/news/planejamento-familiar-natural/), hoje a página está fora do ar, mas mesmo assim deixo a referência. Como médico achei bem explicado e claro: 

SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO E AMOR CONJUGAL

 O matrimônio cristão, acima de qualquer outra definição, é um sacramento e uma vocação. Sacramento significa ser um sinal visível da ação de Deus no mundo e ser vocação significa ter recebido um convite de Deus para a vivência deste sacramento. Quem é vocacionado ao matrimônio tem um chamado muito especial para sua vida: gerar filhos para Deus; gerar novos cristãos, novos santos.
A sociedade moderna, devido a novas necessidades em alguns campos (educação e saúde, por ex.) e a problemas sociais (como o desemprego), acredita ter encontrado a solução na propagação de métodos contraceptivos. Todos os dias, os cristãos são bombardeados com comerciais que incentivam o uso de camisinhas e pílulas, entre outros. Famílias numerosas são duramente criticadas e os pais rotulados de irresponsáveis. No entanto, o que gera o sofrimento das famílias e do mundo não é número de filhos de um casal e sim a corrupção e o pecado.
O consumismo dos dias atuais é tão alto, que dentro das prioridades de um casal, o filho vem depois da compra da TV, da máquina de lavar, do automóvel, da viagem dos sonhos, da casa... O maior bem de um casal cristão são seus filhos. Não se pode concordar com esse pensamento que coloca os filhos quase no final de um planejamento de uma família. A necessidade de filhos é uma questão tão fundamental para o casamento que o matrimônio de casal que se une com a intenção de não ter filho é nulo. Os filhos são condição necessária para a existência de uma família. Claro que se respeitam aqui os casos em que os casais não têm filhos por causas naturais.
 A Igreja Católica há muito se preocupa com o bem estar dos casais e não é alheia aos problemas da sociedade moderna. Assim, em 1968, o Papa Paulo VI, editou a Carta Encíclica sobre a regulação da Natalidade – Humanae Vitae. Esta Carta e outros documentos da Igreja fundamentam a permissão dos métodos naturais para o planejamento familiar quando, por motivo justo, seja necessário distanciar os nascimentos dos filhos.
O ato sexual em si tem as funções procriativa e unitiva do casal...


DIFERENÇA ENTRE CONTRACEPÇÃO E PLANEJAMENTO FAMILAR NATURAL

Quando se fala em planejamento familiar natural, pode-se ter a impressão de que este é o método de contracepção permitido pela Igreja. Isto não é verdade. Em primeiro lugar porque não se fala em contracepção no planejamento familiar natural. Os casais que o utilizam, usam legitimamente de uma disposição natural e permanecem abertos à vida. O que é observado nos métodos naturais são os ritmos naturais de fecundidade que o próprio Deus criou.
A consequência de seu uso, conforme a referida Carta papal, não causa mal algum ao ato conjugal, ao contrário, lhe dá um valor humano mais elevado. Ainda em conformidade com a Humanae Vitae, o casal exerce a paternidade responsável tanto quando decide generosamente por uma família numerosa, quanto, por motivos justos e respeitando as leis naturais, decide evitar temporariamente um novo nascimento.
Os métodos contraceptivos, ao contrário, impedem o desenvolvimento dos processos naturais. Seu objetivo único é o de evitar que haja a formação de uma criança durante o ato conjugal. Assim, não é permitido nenhum método que seja abortivo (pílulas do dia seguinte, DIU e, principalmente, o aborto diretamente procurado, ainda que por razões terapêuticas); esterilização temporária (injeções, pílulas anticoncepcionais, anéis vaginais, adesivos e implantes hormonais) e definitiva (laqueadura tubária e vasectomia) ou qualquer outro meio que durante o ato conjugal, vise tornar impossível a procriação (camisinhas masculinas e femininas, diafragmas, esponjas e espermicidas


MÉTODOS NATURAIS

Introdução




O marido e a mulher são corresponsáveis pelo planejamento familiar. O Planejamento Familiar Natural ajuda o casal a desenvolver o diálogo e outras alternativas para a resolução de seus problemas. Nos períodos de abstinência sexual consentida, o casamento deve ser um autêntico namoro.
A verdade é que muitos casais desejam usar os métodos naturais, mas não encontram apoio. A maioria dos ginecologistas não os ensina e mesmo entre membros da Igreja encontra-se resistência em usá-los e ensiná-los.
Neste artigo, serão estudados os métodos naturais de Ogino-Knauss (tabelinha); Temperatura Basal; Billings e Sintotérmico, este último com maior ênfase. Há também o da Cristalização da Saliva analisada com microscópios de bolso e o da Auto-apalpação Cervical (não serão abordados neste artigo).
Uma observação importante: embora o método do Coito Interrompido (retirada do pênis da vagina da mulher antes da ejaculação) seja considerado pelos médicos como método natural, este não é permitido pela Igreja. Como já explicado, o ato conjugal não pode ter objetivo de estar completamente fechado à vida.


Mitos sobre os Métodos Naturais


1.           Esses métodos não funcionam, são falhos: Não é verdade. Os métodos naturais são conhecimentos científicos e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a eficácia deles, em especial a do Método de Billings, é a mesma que a dos contraceptivos orais, 98,7%. Entretanto, com muito mais vantagens, já que não oferecem riscos à saúde. Este mito existe porque muitas pessoas acham que usar métodos naturais é usar a Tabelinha que, sozinha, é mesmo falha. Você pode estar se perguntando: então, se funcionam, por que não são difundidos? Porque são gratuitos, ou seja, não representam ganhos financeiros para nenhum laboratório. 
A Santa Madre Tereza de Calcutá, conseguiu em uma população de mulheres pobres da Índia uma taxa de natalidade similar a de países desenvolvidos utilizando estes métodos.
2.           Não funcionam para mulheres que têm ciclos irregulares: Falso. Os métodos naturais funcionam para todas as mulheres, desde a menarca até a menopausa e podem ser utilizados mesmo por mulheres na fase de amamentação.
3.           São métodos muito difíceis de aprender e fazer: Não é verdade. Madre Tereza de Calcutá os ensinava, com grande sucesso, a pessoas com baixo grau de escolaridade. Além disso, há mulheres com deficiências visuais e auditivas que os utilizam com eficácia.
4.           Exigem um longo período de abstinência: Isso é relativo. À medida que se aprendem as regras, o período pode diminuir, girando em torno de 7 a 8 dias de abstinência. No entanto, é preciso entender a diferença entre “fazer sexo” e “fazer amor”. Durante o período de abstinência, o casal aprenderá a não ver na sexualidade apenas ato sexual, mas também a expressão do afeto e da ternura através do diálogo e do carinho.
5.           Esses métodos não previnem doenças sexualmente transmissíveis: É verdade. Porém, eles são recomendados aos casais cristãos que desejam viver a castidade do matrimônio. Isto é um conceito amplo que inclui a fidelidade conjugal.


Método Ogino-Knauss



Este método é a famosa Tabelinha ou Calendário. Serve apenas como método auxiliar, pois usada isoladamente em mulheres com ciclo irregular, pode apresentar falhas.
Em primeiro lugar, deve-se entender quanto tempo dura o ciclo menstrual. (Esta informação é valiosa para todos os métodos). O ciclo inicia-se no dia da menstruação e dura até o dia que antecede a menstruação seguinte.
 

Como funciona?

A mulher anota quantos dias durou cada um dos últimos 12 ciclos menstruais.
Do ciclo mais curto, o que durou menos dias, subtrai-se 19 dias e, do ciclo mais longo, 10 dias. C=19 e L=10.
Por exemplo, suponhamos que a duração dos últimos 12 ciclos foi de: 28, 27, 31, 32, 28, 30, 29, 32, 30, 28, 32 e 28 dias. O mais curto é de 27 dias e o mais longo de 32.
Nesse caso teremos 27-19 = 8 e 32-10 = 22, de forma que, por este método o casal seria fértil do 8º ao 22º dia do ciclo. Para adiar uma gravidez, o casal pode ter relações desde o primeiro dia da menstruação até o 8º dia e, a partir daí, deve guardar abstinência até o 22º dia, a partir do qual, pode reiniciar as relações.
Este método, se utilizado sozinho, tem um índice de segurança de apenas 80% e exige um período longo de abstinência, por isso, recomenda-se utilizá-lo como método auxiliar.




Método da Temperatura Basal



Tem como fundamento o aumento da temperatura que a progesterona (hormônio que desencadeia a ovulação) provoca na mulher. Quando a temperatura da mulher sobe é sinal de que ovulou. Normalmente a temperatura tem um pico de, pelo menos, 2 décimos de grau Centígrado.
  
Como funciona?
                    A mulher deve medir sua temperatura (embaixo da língua ou vaginal, porém sempre da mesma forma) todos os dias pela manhã, antes de fazer qualquer atividade, mesmo se levantar da cama, após três a cinco horas de repouso, no mínimo. Deve-se usar sempre o mesmo termômetro digital, nas mesmas condições e na mesma hora (pode ter uma variação de 30 minutos para mais ou para menos).
A temperatura obtida deve ser anotada, se possível em um gráfico, para que se possa ter real noção das alterações na temperatura.
No dia da ovulação, ocorre um aumento de pelo menos 2 décimos de grau que persiste ou aumenta pelos três dias seguintes. Por exemplo, a temperatura da mulher costuma ser de 36,5º; no dia da ovulação poderá obter um valor de 36,7º ou 36,8º.
Nos primeiros meses, para adiar uma gravidez pelo Método da Temperatura Basal, deve-se guardar abstinência sexual desde a menstruação até a manhã do quarto dia após o aumento da temperatura.
Depois, à medida que se entende os gráficos, a abstinência pode ficar limitada ao período de 4 a 5 dias antes da data prevista da ovulação até a manhã do 4º dia da temperatura alta.
Este método tem uma segurança de 99%, mas exige uma abstinência muito prolongada e, portanto, é preferível que seja usado como método auxiliar.

 

Método da Ovulação ou Billings - MOB



É um sistema natural baseado na determinação, por parte de observações da própria mulher, das fases férteis ou inférteis de seu ciclo menstrual, reconhecidas pela observação diária do muco cervical recolhido à entrada da vagina.

Como funciona?
Este método consiste em observar diariamente as mudanças que ocorrem no muco cervical, na entrada da vagina (parte externa). Vale ressaltar, que mais importante do que a visualização do muco, é a sensação de umidade sentida pela mulher.
Após o período menstrual, a mulher, geralmente, não observa nenhuma secreção: ela não vê nada e sente-se perfeitamente seca. Este período é infértil e a sua duração é muito variável de ciclo para ciclo e de mulher para mulher. Neste período, para quem está adiando a gestação, podem-se ter relações sexuais em dias alternados para que o líquido da ejaculação não seja confundido com o muco.
Depois desse período seco, o muco que se começa a observar é, muitas vezes, branco, opaco e pegajoso. Este muco ainda não é favorável aos espermatozóides, mas a sua chegada anuncia o início do período fértil. Portanto, a partir do aparecimento do muco, deve-se abster das relações sexuais.
Em seguida, o muco vai modificando de dia para dia: de branco passa a transparente. Ele pode ser ligeiramente esticado entre dois dedos em filamento. Às vezes, algumas mulheres não são capazes de recolher muco entre os dedos, mas sentem uma sensação de umidade várias vezes durante o dia. Tudo isto é característico do período fértil. Estes são sinais de que a ovulação se aproxima.

Finalmente, o muco torna-se mais filante (esticável) e transparente. A mulher pode ter a sensação de estar molhada ou lubrificada (como se tivesse óleo). Este momento do ciclo é tão característico que a maioria das mulheres o sente, sem saber necessariamente o que ele significa. Este período corresponde ao momento de maior fertilidade.
Isto corresponde a um pico de secreção de estrogênio, seguido de uma queda acentuada. No dia seguinte, o segundo hormônio do ciclo assume o controle e é secretado em quantidade: é a progesterona que faz coagular o muco e aumentar ligeiramente a temperatura. Resultado: o muco desaparece bruscamente ou perde a elasticidade. O período fértil termina e inicia-se o período infértil pós-ovulatório que dura cerca de 14 dias até a menstruação seguinte.
A partir deste pico, conta-se três dias. Na manhã do quarto dia, é possível a celebração dos atos conjugais até o início do outro ciclo.


Método Sintotérmico


 Não é um método como tal, mas a utilização de vários métodos, uma vez que combina o cálculo pré-ovular de Ogino, as alterações do muco cervical do Método Billings, o registro da Temperatura Basal, a auto-apalpação do colo e cólica intermenstrual da ovulação. Pode-se utilizar a combinação de todos estes métodos ou apenas alguns deles.



Se você necessita usar os métodos naturais por motivos justos para espaçar o nascimento de seus filhos, você pode:
 - Fazer aqui download de gráficos e tabelas sugerida para o uso do Método Sintotérmico e começar a anotar suas observações.
- Também é importante a orientação de alguém que use os métodos naturais ou um ginecologista.
- Você pode buscar também o auxílio de uma Pastoral da Família.
- Algumas referências externas para pesquisa e auxílio:


 Pró-vida: www.providafamilia.org Fone: 3224-9692
 Equipe de Métodos Naturais de Brasília: www.metodosnaturais.com.br
(equipe ligada à Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar de Brasília)


Nenhum comentário:

Postar um comentário